Está difícil controlar os sintomas da asma nos seus pacientes?

26
jun
2025

Controlar os sintomas da asma segue sendo um desafio frequente na prática clínica, mesmo com as inúmeras opções terapêuticas disponíveis. A condição continua sendo subdiagnosticada, subtratada e, muitas vezes, mal compreendida, tanto por pacientes quanto por profissionais de saúde. 

E quando o controle não vem, a qualidade de vida do paciente e a eficácia do tratamento são diretamente comprometidas.

A boa notícia é que a asma tem tratamento eficaz e pode, sim, ser controlada na maioria dos casos. Mas isso exige uma abordagem individualizada, revisão criteriosa da conduta e, principalmente, adesão às diretrizes mais atualizadas.

reunião entre médicos

Asma: controle é mais do que ausência de sintomas

A asma não é apenas uma doença de crises respiratórias agudas. É uma condição inflamatória crônica que exige acompanhamento contínuo. 

Controlar a doença vai além de aliviar sintomas: significa reduzir o risco de exacerbações, manter função pulmonar preservada e minimizar efeitos adversos de medicações.

Como saber se a asma está controlada?

Segundo as diretrizes GINA e SBPT, uma asma controlada apresenta:

  • Sintomas diurnos ≤ 2 vezes/semana
  • Nenhum despertar noturno por sintomas
  • Uso de medicação de resgate ≤ 2 vezes/semana
  • Nenhuma limitação de atividade física
  • Ausência de exacerbações recentes

Qualquer desvio desses critérios já indica asma parcialmente controlada ou não controlada.

Fatores que dificultam o controle da asma

Mesmo com a prescrição correta, muitos pacientes permanecem sintomáticos. Isso pode estar relacionado a uma série de variáveis que precisam ser consideradas.

Entre os principais motivos estão:

  • Técnica inalatória incorreta
  • Falta de adesão ao tratamento de controle
  • Diagnóstico de asma equivocado ou incompleto
  • Comorbidades não tratadas (rinite alérgica, DPOC, refluxo)
  • Exposição contínua a fatores desencadeantes
  • Subdosagem da medicação
  • Uso excessivo de beta-agonistas de curta duração (SABA)

Revisando o tratamento da asma: quando e como ajustar

O tratamento da asma é baseado em etapas progressivas de intervenção, conforme estabelecido pelas diretrizes internacionais (GINA) e pelo PCDT do Ministério da Saúde. 

A reavaliação deve ser feita em intervalos regulares e sempre que o paciente apresentar perda de controle.

Sinais de que é hora de revisar o plano terapêutico:

  • Uso de SABA > 2x por semana
  • Despertares noturnos por asma
  • Exacerbações recorrentes nos últimos 12 meses
  • CAT (Asthma Control Test) com escore < 20
  • VEF1 abaixo de 80% do previsto, mesmo com tratamento

A progressão entre os passos deve ser sempre guiada pela gravidade clínica e resposta à terapia.

O papel dos imunobiológicos no tratamento da asma grave

Quando o tratamento com CI + LABA em altas doses não controla os sintomas, os imunobiológicos entram como alternativas importantes no manejo da asma grave, especialmente nos fenótipos eosinofílico e alérgico.

Imunobiológicos disponíveis no Brasil:

  • Omalizumabe – anti-IgE para asma alérgica moderada a grave
  • Mepolizumabe – anti-IL5 para asma eosinofílica grave
  • Benralizumabe – anti-IL5R (ainda não incorporado ao SUS)

Esses medicamentos têm demonstrado redução significativa nas exacerbações e melhora na função pulmonar, especialmente em pacientes com eosinofilia persistente e histórico de hospitalizações.

Diagnóstico diferencial: cuidado com a falsa asma

Muitas vezes, o paciente tratado como asmático apresenta outra condição com sintomas semelhantes. Identificar esses casos é essencial para evitar falhas terapêuticas.

Condições que podem simular asma:

  • Disfunção de cordas vocais
  • Refluxo gastroesofágico
  • DPOC ou síndrome de sobreposição asma-DPOC
  • Bronquiectasias
  • Ansiedade e hiperventilação psicogênica
  • Cardiopatias (insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar)

A reavaliação diagnóstica é especialmente importante em pacientes com asma grave, refratária ou com padrão atípico de sintomas.

Adesão: o calcanhar de aquiles do tratamento

Entre os pacientes com asma, menos da metade segue corretamente o tratamento prescrito. A falta de adesão é multifatorial e precisa ser abordada com empatia, educação e ferramentas de acompanhamento.

Estratégias que melhoram a adesão:

  • Revisar a técnica inalatória em todas as consultas
  • Reduzir a complexidade do regime terapêutico
  • Explicar o papel do tratamento controlador (CI) mesmo em períodos assintomáticos
  • Estabelecer plano de ação escrito
  • Envolver o paciente nas decisões sobre o tratamento

O uso de plataformas digitais, como o Bioplanner, pode ser um aliado importante na organização e no acompanhamento da conduta.

Fenótipos de asma: por que você precisa saber qual é o do seu paciente

A asma não é uma doença única. Existem diferentes fenótipos que respondem de forma distinta ao tratamento. Conhecer o perfil do seu paciente pode ajudar a escolher o melhor esquema terapêutico.

Fenótipos mais comuns:

  • Alérgica: início precoce, presença de IgE específica, boa resposta ao CI
  • Eosinofílica: níveis elevados de eosinófilos, mais comum em adultos
  • Com obesidade: sintomas intensos, mas inflamação leve
  • Não alérgica: resposta pobre ao CI, inflamação neutrofílica
  • De início tardio: geralmente mais grave e resistente

Fenótipos orientam a escolha de imunobiológicos e ajudam a prever resposta terapêutica.

Como o Bioplanner pode apoiar no controle da asma?

O Bioplanner é uma ferramenta digital que ajuda médicos a organizarem condutas baseadas em diretrizes atualizadas. Na asma, a plataforma oferece:

  • Classificação automatizada da gravidade
  • Sugestão de conduta conforme etapa do tratamento
  • Apoio para prescrição e solicitação de imunobiológicos
  • Geração de relatórios, LME e justificativas terapêuticas
  • Atualizações com base nas diretrizes GOLD, GINA e PCDT

É uma solução prática para o dia a dia do consultório e ideal para médicos que desejam integrar tecnologia ao cuidado clínico.

Conclusão: controle exige estratégia e acompanhamento

Se está difícil controlar os sintomas da asma em seus pacientes, talvez seja hora de revisar tudo: diagnóstico, adesão, gravidade, comorbidades e fenótipo. 

A asma é tratável, mas exige atenção contínua, plano terapêutico bem definido e, muitas vezes, o uso de tecnologia para otimizar resultados.

Com o suporte do Bioplanner, você tem uma conduta baseada em evidências, fácil de aplicar e com recursos que otimizam seu tempo e melhoram a vida do paciente. Acesse a plataforma Bioplanner e eleve seu tratamento da asma a outro nível.

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